O que é o PSA
O PSA (antígeno prostático específico) é uma proteína produzida pela próstata e medida no sangue. Ele é um marcador da próstata, não do câncer: qualquer situação que aumente o volume ou irrite a glândula pode elevar o seu valor.
Por isso, o PSA é uma ferramenta de triagem. Ele indica quem precisa de uma avaliação mais detalhada, mas sozinho não confirma nem descarta o câncer de próstata.
PSA alto nem sempre é câncer
Entre as causas mais comuns de PSA elevado estão:
- Aumento benigno da próstata (HPB), muito frequente depois dos 50 anos
- Prostatite e infecção urinária
- Relação sexual, ciclismo ou exercício intenso nas 48 horas anteriores ao exame
- Procedimentos recentes, como sondagem, cistoscopia ou biópsia
- Retenção urinária
Finasterida e dutasterida, usadas para o aumento da próstata e para queda de cabelo, reduzem o PSA para cerca de metade. Quem usa esses remédios precisa avisar o médico, porque um PSA “normal” pode estar mascarando uma alteração.
O número sozinho não basta
O mesmo valor de PSA pode ter significados diferentes para pessoas diferentes. Na consulta, o resultado é interpretado junto com outras informações:
- Idade: o PSA tende a subir naturalmente com o passar dos anos
- Tamanho da próstata: próstatas maiores produzem mais PSA. A densidade do PSA (o valor dividido pelo volume da próstata) ajuda a separar o que é crescimento benigno do que merece investigação
- Evolução ao longo do tempo: uma subida rápida entre exames chama mais atenção do que um valor estável
- PSA livre: em alguns casos, a proporção entre PSA livre e total ajuda a estimar o risco
- Histórico familiar e exame clínico: pai ou irmão com câncer de próstata e alterações no toque retal aumentam a atenção
O que fazer depois de um PSA alterado
1. Não entrar em pânico
Um PSA alterado é um sinal para investigar, não um diagnóstico. A maioria dos homens com PSA elevado não tem câncer.
2. Repetir o exame
Em geral, repete-se o PSA após algumas semanas, de preferência no mesmo laboratório e evitando relação sexual, ciclismo e exercícios intensos nos dois dias anteriores. Se houver infecção, ela é tratada antes.
3. Ressonância magnética da próstata
Se o PSA continuar alterado, a ressonância multiparamétrica é hoje o principal exame. Ela classifica as áreas suspeitas pela escala PI-RADS e ajuda a decidir se a biópsia é necessária.
4. Biópsia, quando indicada
Se a ressonância mostrar uma lesão suspeita, a biópsia de fusão direciona a agulha para o ponto exato, aumentando a detecção dos tumores relevantes. Quando a ressonância é normal e o risco é baixo, muitas vezes é possível apenas acompanhar.
5. Definir o acompanhamento
Mesmo sem câncer, o PSA deve continuar sendo acompanhado na frequência indicada pelo urologista.
Diagnóstico precoce amplia as opções
Quando o câncer de próstata é encontrado cedo, as opções são muitas e nem todas envolvem cirurgia. Tumores de baixo risco podem ser acompanhados com vigilância ativa. Tumores localizados selecionados podem ser tratados com terapia focal (HIFU), que trata só a área doente. Nos demais casos, a prostatectomia radical robótica e a radioterapia oferecem altas taxas de controle da doença.
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