Achado comum

Por que tantos nódulos são descobertos por acaso

Com o uso frequente de ultrassom, tomografia e ressonância, nódulos e cistos renais passaram a ser encontrados em pessoas sem nenhum sintoma. Esse é hoje o principal modo de diagnóstico do câncer de rim, e também o motivo pelo qual muitos tumores são encontrados pequenos e com altas chances de cura.

Mas a maior parte desses achados é benigna. O primeiro passo é entender que tipo de lesão é.

Tipos de lesão

Cisto ou nódulo sólido: a diferença que importa

Cisto simples

Bolsa com líquido, de paredes finas. É muito comum, principalmente depois dos 50 anos, e é benigno. Em geral, não precisa de tratamento nem de acompanhamento específico.

Cisto complexo

Cisto com paredes espessas, divisões internas ou partes sólidas. É classificado pela escala de Bosniak, que vai de I a IV e indica o risco de malignidade. As categorias mais baixas são benignas. As mais altas podem precisar de acompanhamento ou cirurgia.

Nódulo sólido

Lesão de tecido, sem líquido. Exige mais atenção, porque a maioria dos nódulos sólidos que realçam com contraste corresponde a tumores. Ainda assim, parte deles é benigna, como o angiomiolipoma e o oncocitoma.

Investigação

Como é feita a avaliação

O ultrassom costuma ser o exame que encontra a lesão, mas raramente é suficiente para defini-la. A avaliação é completada com tomografia ou ressonância com contraste, em protocolo específico para os rins. Esses exames mostram se a lesão é sólida ou cística, se capta contraste, seu tamanho e sua relação com as estruturas do rim.

A biópsia não é feita de rotina, porque na maioria dos casos os exames de imagem já orientam a decisão. Ela pode ser indicada em situações específicas, como quando o resultado pode mudar o tratamento.

QUANDO PROCURAR O UROLOGISTA

Sempre que um exame mostrar nódulo sólido, cisto complexo ou lesão “a esclarecer” no rim, e também em caso de sangue na urina ou dor lombar persistente.

Tratamento

Nem todo nódulo precisa de cirurgia

Acompanhamento

Nódulos pequenos, especialmente em pessoas mais velhas ou com outras doenças, muitas vezes podem ser acompanhados com exames periódicos. Muitos crescem devagar ou não crescem.

Nefrectomia parcial

Para a maioria dos tumores pequenos com indicação de tratamento, retira-se apenas o tumor com uma margem de segurança, preservando o restante do rim. A via robótica facilita a retirada precisa e a reconstrução do rim.

Ablação

Em casos selecionados, o tumor pode ser destruído por calor ou frio, por agulha guiada por imagem, sem cirurgia convencional.

Nefrectomia radical

Retirada do rim inteiro, reservada para tumores grandes ou em posição que não permite preservar o órgão.

Preservar o rim

Por que tratar sem retirar o rim todo

Preservar o máximo de tecido renal protege a função dos rins ao longo da vida e reduz o risco de doença renal crônica no futuro. Por isso, sempre que é seguro, a nefrectomia parcial é preferida à retirada do rim inteiro.

Encontrou um nódulo no rim?

Agende uma consulta e traga os laudos e, se possível, as imagens dos seus exames.

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